quarta-feira, 8 de abril de 2009

História do Corinthians

História

Como tudo começou...


Era 1º de setembro de 1910 e cinco operários - Joaquim Ambrósio, Carlos da Silva, Rafael Perrone, Antônio Pereira e Anselmo Correia - se reuniram com mais oito rapazes e fundaram o "Sport Club Corinthians Paulista" após assistirem a uma partida de uma equipe de futebol da Inglaterra. O presidente escolhido por eles foi o alfaiate Miguel Bataglia, que já no primeiro momento afirmou: "o Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time".

Da primeira coleta à compra da primeira bola de futebol do clube pouco tempo passou. Na verdade, apenas uma semana. Um terreno alugado na Rua José Paulino foi aplainado e virou campo e foi lá que, já no dia 14 de setembro, o primeiro treino foi realizado diante de uma platéia entusiasmada que garantiu: "este veio para ficar".

De partida em partida o time foi se tornando famoso, mas era ainda um time de várzea. No ano de 1913, o Corinthians pleiteou uma vaga junto à Liga Paulista de Futebol e foi aceito, tornando-se assim o quarto dos chamados "três mosqueteiros" (os outros eram Americano, Germânia e Internacional), daí a origem do mascote corinthiano.

Grandes craques passaram pelo Corinthians em sua história quase centenária. Nomes como Neco, Luizinho, Cláudio, Baltazar, Gilmar, Rivellino, Sócrates, Biro-Biro, Ronaldo, Neto, Marcelinho Carioca, Dida, entre outros, são lembrados até hoje e tidos com muito carinho pela Fiel Torcida.

PRIMEIRO JOGO

A estréia aconteceu dez dias após a fundação, em 10 de setembro de 1910. O adversário era o União da Lapa, uma respeitada equipe da várzea paulistana. Jogando fora de casa e esperando levar uma goleada, o Corinthians já mostrava que não estava para brincadeiras, e jogando com muita raça, acabou perdendo por apenas 1 a 0.
Foi apenas um deslize. Quatro dias depois, o Corinthians já mostraria que nasceu para vencer: 2 a 0 sobre o Estrela Polar. A honra do primeiro gol coube ao atacante Luís Fabi, que assim entrou para a história do clube. Depois disso, foram dois anos de invencibilidade.
Com os bons resultados e o crescimento da torcida – que desde sempre já se mostrava fiel e fanática – o Timão passou a pleitear uma vaga no Campeonato Paulista. A Liga Paulista resolveu conceder uma chance, mas o Corinthians teria que disputar uma eliminatória. Não deu outra: dois jogos, duas vitórias – 1 a 0 no Minas Gerais e 4 a 0 no Bambis do Bexiga – e o passaporte carimbado para disputar o Paulistão.
Na primeira partida oficial, o Timão tropeçou no Germânia, perdendo por 3 a 1. Mas Joaquim Rodrigues escreveu seu nome na história do Corinthians como o autor do primeiro gol em partidas oficiais. O Coringão acabou seu primeiro Paulista em quarto lugar.
Em 1914, começava a hegemonia: no segundo Campeonato Paulista que disputou, o Corinthians não deu chance para os adversários. Uma campanha arrasadora, com dez vitórias em dez jogos, 39 gols marcados e goleadas para todos os lados. Neco ainda se sagrou o artilheiro da competição, com 12 gols.

3 VEZES TRI

Em 1922, o Timão faturou mais um Campeonato Paulista. Mas este tinha um gostinho especial: dava a seu vencedor o título de Campeão do Centenário do Brasil – que o clube sustenta até, no mínimo, 2022.
Ganhar o Paulista virou rotina para o Corinthians: os de 1922, 23 e 24 ficaram com o Timão, que sob o comando de Neco, o primeiro grande ídolo do clube, conquistou o primeiro de seus três tri-campeonatos. O segundo tri veio apenas alguns anos depois, em 1928, 29 e 30.
Na década de 30, o Coringão viveu dois opostos. De 1931 a 1934, uma seqüência de maus resultados nos Paulistas, com derrotas para os principais rivais e conseguindo no máximo chegar em quarto lugar ao final dos campeonatos. Mas de 1937 em diante, não teve para ninguém: só deu Timão. O terceiro tricampeonato – feito que só o clube do Parque São Jorge conseguiu até hoje – chegou em 1937, 38 e 39. O centroavante Teleco foi o grande destaque das conquistas: artilheiro do Paulistão em 37 e 39, ele foi responsável por quase metade dos gols alvinegros no primeiro ano e por impressionantes 60% no segundo.

O ATAQUE DE 100 GOLS

O início da década de 1950 foi inesquecível: o ataque dos 100 gols fez história no Corinthians e no Paulistão. Em 1951, a linha de frente composta por Carbone, Cláudio, Luizinho, Baltazar e Mário marcou 103 gols em 30 jogos do Campeonato Paulista, registrando uma média de 3,43 por partida. Assim, é claro que ninguém conseguiu tirar nem o título do Timão, nem a artilharia de Carbone, com 30 tentos!
Nos anos seguintes, mais títulos rechearam a coleção já extensa da sala de troféus do Parque São Jorge: em 1952 veio o bi-paulista, com Baltazar como artilheiro do torneio; em 53, o Rio Bambis e a Pequena Taça do Mundo – primeira conquista internacional do clube; em 54, outro Rio-Bambis e o Paulista do IV centenário de Bambis; em 56 e 57, a taça dos invictos.

O JEJUM

Se os anos 50 foram inesquecíveis, os anos 60 não foram nada felizes para o Timão. O time perdia espaço no cenário estadual e ficou um bom tempo sem conquistar títulos de renome, se limitando a troféus como os da Taça São Paulo em 1962 e do Rio-São Paulo de 1966, divido com mais três equipes. Na única década de sua história em que não conquistou nenhuma vez o campeonato paulista, o Timão amargou, além do jejum de títulos estaduais, o tabu contra o Santos de Pelé em Paulistas.
O tabu se manteve por 11 anos, com um total de 22 jogos. Teve início após o dia 21 de julho de 1957, quando o Timão derrotou o Santos por 2 a 1, e só foi terminar no dia 06 de março de 1968, quando Paulo Borges e Flávio fizeram os dois gols da vitória sobre o rival da baixada, fazendo a alegria da Fiel no Pacaembu. Curiosamente, foi nesse período ruim, mais exatamente em 1966, que surgiu o apelido de Timão. Na época, o Corinthians contratou jogadores de renome, sendo o maior deles Garrincha, já em final de carreira, e começou a ser chamado pela mídia de Timão. Mas se Garrincha não conseguiu tirar o Corinthians da fila, pelo menos fez com que o Corinthians ganhasse o apelido que lhe caiu como uma luva.
Nos primeiros anos da década de 70, um time com craques memoráveis deu grandes esperanças ao torcedor: Rivellino, Zé Maria e o goleiro Ado, todos campeões da Copa de 70, embalavam o Timão. Mas os títulos não apareciam e a principal decepção aconteceu no Campeonato Paulista de 1974.
O Timão fez grande campanha e foi o primeiro a se garantir na decisão do Campeonato Paulista deste ano – que acabou sendo contra o Palmeiras. Depois de 17 anos sem disputar uma final de Estadual, a Fiel lotou o Morumbi – estima-se que mais de 100 mil corintianos foram ao estádio – mas o final foi trágico. Naquela tarde de 22 de dezembro, Ronaldo marcou o gol que manteve o Timão na fila por mais três anos. A culpa da derrota recaiu sobre o craque do time, Rivellino, que acabou sendo negociado com o Fluminense.

A “INVASÃO CORINTHIANA”

Em 1976, o Corinthians quase conquistou seu primeiro Campeonato Brasileiro e a nação alvinegra protagonizou um dos momentos mais marcantes da história do futebol mundial: a “Invasão Corintiana”.
Nas semifinais do Brasileirão, o Corinthians pegou o Fluminense, e decidiria sua sorte no Maracanã. Mais de 70 mil corintianos foram em caravana até o Rio de Janeiro e tomaram as arquibancadas do estádio para empurrar o Timão para a classificação – que veio sofrida, nos pênaltis, como o Corinthians gosta. A alegria só não foi maior porque o Timão perdeu a finalíssima para o Internacional: 2 a 0 para os gaúchos, liderados por Falcão.
Mas a agonia pela falta de títulos estava próxima do fim…
13.10.1977 Foi inesquecível. Certamente, todo corinthiano conhece a história daquele jogo decisivo contra a Ponte Preta. Após 22 anos, oito meses e sete dias sem conquistar um Campeonato Paulista, o Timão voltava a levar esse caneco para o Parque São Jorge e gritar: “É campeão”!
86 mil corinthianos testemunharam um jogo dramático, que marcou o fim da espera por um título paulista. Após vencer o primeiro jogo da final, mas perder de virada o segundo jogo, o Timão precisava vencer a terceira partida para conquistar o título. E não foi fácil: a agonia do 0 a 0 durou até os 36min do 2º tempo. Em uma falta pela direita cobrada por Zé Maria, Vaguinho carimbou a trave; Wladimir cabeceou a sobra, mas Oscar salvou em cima da linha; finalmente, Basílio encheu o pé e marcou aquele gol tão chorado que deu ao Timão o título de Campeão Paulista de 1977.
No ano seguinte, o Corinthians contratou reforços que marcariam a história do clube na década de 80: Biro-Biro e o doutor Sócrates. Era o nascimento do time que encantaria a todos nos anos que estavam por vir.

A DEMOCRACIA CORINTHIANA

O Timão sempre foi um dos clubes mais importantes do futebol brasileiro. Mas a Democracia Corinthiana é um feito único no mundo: jamais houve algo parecido em termos de organização, força de conjunto e democracia.
Quando se juntaram na mesma equipe atletas politizados como Sócrates, Wladimir, Casagrande e Zenon, foi natural uma revolução nos bastidores do alvinegro. Em pleno regime militar, os craques protagonizaram o maior movimento ideológico da história do futebol nacional: a Democracia Corinthiana.
O movimento fez algo que parecia impossível. Através do futebol, o mais popular esporte nacional, passaram a discutir questões de interesse da sociedade civil, debater o que se buscava com a redemocratização do Brasil e, ainda por cima, dar o exemplo de como era possível existir uma sociedade que respeitasse a opinião de todos e pusesse em prática os desejos da maioria.
Os atletas tinham voz ativa dentro do Corinthians. Era a flexibilização das regras que regiam a vida dos atletas dos clubes. Eles opinavam sobre as concentrações, as opções táticas, um pouco de tudo. E o mais importante é que eles realmente eram ouvidos.
Com esse regime inovador e único, o Timão fez a festa. Faturou os Paulistas de 1982 e 1983, ambos em cima do São Paulo. Em 1982, mesmo perdendo a primeira partida da final por 3 a 2, o alvinegro venceu os outros dois jogos (1 a 0 e 3 a 1) e levou a taça. O bi de 1983 teve direito a show de Sócrates. Ele marcou todos os gols das semifinais contra o Palmeiras (1 a 1 e 1 a 0) e também da final contra o São Paulo (1 a 0 e 1 a 1). Quatro gols do doutor que deram ao Timão seu 19º Título Paulista.

UMA DÉCADA GLORIOSA

Em 1990, o Corinthians era de longe o maior vencedor do Campeonato Paulista, com 19 canecos, e já contava com uma das maiores coleções de títulos do cenário nacional. Mas faltava o principal troféu: o de campeão Brasileiro. O time não era nem de perto o favorito naquele ano. Um Corinthians que em princípio não tinha grandes estrelas acabou surpreendendo a todos e faturando o nacional sob a regência de um craque, o meia Neto. Ele comandou o alvinegro durante toda a temporada. Com seus lançamentos precisos, cruzamentos perfeitos e, especialmente, cobranças de falta venenosas, ele levou o Timão à glória naquele ano. Marcou 09 gols na campanha, cinco deles de bola parada.
Mas foi nas quartas e semifinais que sua estrela brilhou mais. O Timão perdia o jogo de ida das quartas-de-final para o Atlético-MG por 1 a 0, em pleno Pacaembu, até os 30min do 2º tempo. Quando tudo parecia perdido, Neto marcou dois e garantiu a vitória do Timão, que empatou o jogo de volta e avançou. Já nas semifinais, o adversário era o Bahia, no Pacaembu, e o filme se repetiu: após sair atrás no placar, o Timão empatou ainda no 1º tempo, com um gol contra, e virou o jogo com gol de Neto, aos 18min do 2º tempo.
Na decisão, o Timão pegou o São Paulo. Como de costume, o rival não teve vez: duas vitórias por 1 a 0 e o primeiro caneco nacional. No primeiro jogo, gol de Wilson Mano. No segundo, um gol inesquecível de Tupãzinho, que fez uma tabela fantástica com Fabinho e tocou para o fundo das redes do São Paulo. Depois, foi só comemorar o primeiro dia em que o Timão conquistou o Brasil!
Depois do Brasileirão de 90, o Corinthians ficou três anos sem conquistas, mas a partir de 1994: começou uma seqüência incrível de títulos. O primeiro deles foi a Copa Bandeirantes, torneio foi realizado entre o final do Paulista e o início do Brasileiro e valia uma vaga na Copa do Brasil no ano seguinte. O Timão faturou o troféu e carimbou o passaporte para a Copa do Brasil com direito a memoráveis goleadas: 4 a 1 no São Paulo e 6 a 3 no Santos.
Em 1995, muitas glórias para o Timão: logo no começo do ano, conquistou a Copa São Paulo de Juniores. Depois, lavou a alma ao devolver para o Palmeiras a derrota na final do Brasileiro no ano anterior: uma virada espetacular no jogo decisivo, com um gol memorável de Elivélton aos 12min do segundo tempo da prorrogação, selando os 2 a 1 que deram ao Timão seu 21º título paulista.
Mas o grande título do ano foi a Copa do Brasil. Após passar pelo Vasco nas semifinais com um sonoro 5 a 0 no Pacaembu, o Timão pegou na final o Grêmio, que já se mostrava especialista nesta competição. Só que o Timão nem tomou conhecimento da força dos gaúchos. Comandados por Marcelinho e Viola, os corintianos venceram as duas partidas: primeiro, no Pacaembu, por 2 a 1. Na volta, por 1 a 0 em pleno estádio Olímpico, com um gol de Marcelinho. O Corinthians conquistava sua primeira Copa do Brasil.
O ano de 1996 não foi dos melhores para o Timão, que não foi bem no Paulista e no Brasileiro, mas também não passou em branco: conquistou o tradicional Troféu Ramón de Carranza.
Em 1997, uma grande parceria com o Banco Excel trouxa ao Corinthians estrelas da época, como os atacantes Donizete e Túlio Maravilha e o zagueiro Antônio Carlos. Com esse time, o Corinthians ganhou mais um Campeonato Paulista, vencendo o quadrangular final envolvendo os quatro grandes do estado.
Em 1998, o Timão montou um verdadeiro esquadrão. O meio-campo era composto pelo quarteto Rincón-Vampeta-Marcelinho-Ricardinho, a zaga liderada por Gamarra e Edílson dava o tom no ataque no ataque. Com esse timaço, o Corinthians chegou aos playoffs do Brasileirão como a melhor equipe e mostrava um futebol impecável, organizado pelo técnico Wanderley Luxemburgo.
Nas quartas-de-final, a vítima foi o Grêmio. Depois de vencer a primeira partida no Olímpico, o Corinthians tomou um susto ao perder por 2 a 0 no Pacaembu, mas na partida decisiva, um gol de Edílson garantiu a classificação para as semifinais. O Santos era o adversário seguinte. Desta vez, o Corinthians usou a vantagem de ter a melhor campanha: foi uma derrota, uma vitória e um empate. Com isso, o passaporte para a final com o Cruzeiro foi carimbado.
A decisão, que foi disputadíssima, consagrou dois jogadores: o meia Marcelinho e o atacante Dinei. Na primeira partida, o Cruzeiro chegou a abrir 2 a 0, mas o Timão reagiu e buscou o empate em pleno Mineirão, lotado por mais de 85 mil pessoas, com gols deles dois.
Na segunda partida, novo empate: 1 a 1 no Morumbi. Marcelinho marcou o do Timão e Marcelo Ramos fez o dos mineiros. Com isso, a terceira partida se fez necessária, e quem vencesse, levava o título. O empate era do Timão. Mas nem precisou. Em grande partida de Dinei, que deu grandes assistências para os companheiros, o alvinegro enfiou 2 a 0 com gols de Marcelinho e Edílson e faturou seu segundo brasileirão – com todos os méritos.
Mais dois títulos vieram em 1999. Primeiro, o Timão venceu o rival Palmeiras na final do Campeonato Paulista. No primeiro jogo, o alvinegro passeou em campo e enfiou 3 a 0 no porcada. No segundo, os palmeirenses perderam a compostura… O jogo estava 2 a 2 e perto do final. Com o título praticamente assegurado, o Corinthians apenas trocava passes em campo, até que Edílson começou a fazer embaixadinhas, e isso foi demais para os atletas alviverdes, que partiram para a briga. O jogo virou uma guerra. A partida não chegou ao fim, mas o Timão comemorou mais uma conquista.
No Brasileirão deste ano, outro show alvinegro: liderando a competição de ponta a ponta, o Corinthians se classificou para os playoffs (melhor de três) com a vantagem dos resultados iguais e de decidir em casa. Contra o Guarani, nas quartas-de-final, foram dois empates e uma vitória que levaram o Timão à memorável semifinal contra o São Paulo.
O primeiro jogo das semifinais foi marcado pelo duelo Dida x Raí, vencido com folga pelo goleiro corintiano. Ele pegou nada menos do que dois pênaltis cobrados pelo irmão de Sócrates, um deles aos 44min do segundo tempo, e garantiu a vitória por 3 a 2 para o Corinthians. Uma nova vitória alvinegra no segundo jogo, dessa vez por 2 a 1, garantiu a presença corintiana nas finais sem necessidade de um terceiro confronto.
A Final foi contra o Atlético-MG, e começou com um susto: 3 a 2 para o Galo no Mineirão no primeiro jogo. Mas na volta, Luizão tratou de fazer 2 a 0 para o Corinthians e tranqüilizar as coisas no Parque São Jorge. O terceiro jogo foi morno, e o Timão só segurou o empate para conquistar mais um Brasileirão – o terceiro de sua história.

O MELHOR DO MUNDO

Uns tentam desvalorizar, outros fingem que não aconteceu; mas o fato é que todo clube tem inveja e queria ter o título mais importante que um clube pode almejar: o Campeonato Mundial de Clubes da Fifa.
O torneio, disputado em janeiro de 2000, foi o primeiro campeonato interclubes que reuniu agremiações de todos os continentes habitados: Real Madrid e Manchester United da Europa; Corinthians e Vasco da Gama da América do Sul; Necaxa da América do Norte; Al Nassr da Ásia; Raja Casablanca da África; South Melbourne da Oceania. Por esse motivo, é a única competição reconhecida pela FIFA, entidade máxima do futebol, como campeonato mundial interclubes.
O time titular do Timão na competição era de botar medo em qualquer adversário. Relembrando… Dida no gol; Índio, Adílson, Fábio Luciano e Kléber na linha de defesa; Rincón e Vampeta de volantes, sendo que o colombiano era o capitão; Marcelinho e Ricardinho na armação; Edílson e Luizão no ataque. No banco de reservas, outros nomes memoráveis como o volante Edu e o atacante Dinei.

PRIMEIRA FASE

O grupo A, com sede em São Paulo, contava com Corinthians, Raja Casablanca, Real Madrid e Al Nassr. A primeira partida do alvinegro foi contra o Raja Casablanca, no Morumbi. O Timão abriu o placar com Luizão, aos 4min do segundo tempo. Aos 20min, Fábio Luciano fez o segundo, de cabeça. Dizem as más línguas que a bola não entrou, mas o fato é que o jogo terminou 2 a 0 para o Coringão. No outro jogo do grupo, o Real Madrid bateu o Al Nassr por 3 a 1.
Embalado, o Corinthians partiu para o jogo mais esperado da primeira fase, contra o poderoso Real Madrid, da Espanha. Foi o jogo de Edílson. Ele marcou os dois do Timão no empate em 2 a 2. Se durante a semana o francês Karembeu afirmou desconhecer o capetinha, durante o jogo ele acabou conhecendo mais do que gostaria: no lance do segundo gol do Timão, Edílson cortou Roberto Carlos, deu um sensacional drible no meio das canetas do francês e fuzilou as redes de Casillas. O outro destaque da partida foi o goleiro Dida, que defendeu pênalti cobrado por Anelka ,aos 36min do 2º tempo, quando a partida já estava 2 a 2, evitando a derrota do Coringão.
O terceiro jogo foi contra o Al Nassr, da Arábia Saudita. O Timão precisava vencer por dois gols de diferença para ficar com um saldo de gols melhor que o do Real Madrid, que vencera a partida contra o Raja por 3 a 2. Numa noite chuvosa, o Timão fez o necessário: 2 a 0, com gols de Ricardinho e Rincón, o último aos 36min do 2º tempo (haja coração!).

DECISÃO

A final, contra o Vasco da Gama, que havia eliminado o forte Manchester United, foi disputada no Maracanã, no dia 14/01/2000. Nesta noite, 20 mil corintianos invadiram o estádio, que estava lotado para a grande decisão. Os jogadores do Corinthians, que já vinham em uma maratona de jogos desde o Brasileiro de 1999 (vencido pelo Timão!), estavam ainda mais desgastados pelas partidas duras da primeira fase do mundial, quase sempre disputadas sob chuva, e muitos jogaram a final no sacrifício, sentindo dores. O jogo foi nervoso, bastante disputado e o Timão se armou muito bem na defesa para conter o ataque carioca, que tinha Romário, Edmundo, Ramón e Juninho Pernambucano. Nos contra-ataques, Edílson e Luizão deixavam os cariocas arrepiados. No final, o resultado foi um placar sem gols: 0 a 0.
Nos pênaltis, o Timão confiava na habilidade de Dida para conquistar o título - e deu certo. Ele pegou a cobrança de Gilberto e, apesar de Jéfferson defender a batida de Marcelinho, Edmundo errou o alvo e deu o título para o Timão. O placar da disputa foi 4 a 3. Marcaram para o Timão Rincón, Fernando Baiano, Luizão e Edu; pelo Vasco, Romário, Alex Oliveira, e Viola.
Com a transmissão da partida ao vivo para todo o Brasil, a Rede Bandeirantes de televisão registrou a maior marca de audiência de sua história: 53 pontos no Ibope, batendo todas as concorrentes durante toda a duração do jogo.
Na hora das premiações, não poderia ser diferente: a Bola de Ouro da competição ficou com o capetinha Edílson. Os dois gols anotados contra o Real Madrid e uma assistência foram alguns dos motivos que levaram a Fifa a premiar o atacante, que foi chamado de “sublime” e de “multi-talentoso” pelo site oficial da entidade.

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Corinthians Penta Campeão Brasileiro de 2011

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